Temas Livres Premiados no III CONAF

Apresentações Orais (não existe ordem ou categoria - ordem alfabética)

CONTRIBUIÇÕES MÉTRICAS DO PROCESSO MASTOIDEO PARA DETERMINAÇÃO DO SEXO EM UMA POPULAÇÃO BRASILEIRA (Certificado do Prêmio)

Ana Carolina de Melo SOARES (apresentadora), Carolina Lucena Veloso GUSMÃO, Emília Alves do NASCIMENTO, Maria Izabel Cardoso BENTO, Eveline Pessoa SORIANO e Adriana Conrado de ALMEIDA

Faculdade de Odontologia de Pernambuco – FOP/UPE

INUMAÇÃO CLANDESTINA POR 5 ANOS – EXUMAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – RELATO DE CASO (Certificado do Prêmio)

Ana Flávia de Oliveira BARROS (apresentadora) e Malthus Fonseca GALVÃO

IML-DPT-PCDF & UnB

SOBRE SELVA E FERAS: UM RELATO DE CASO DE ANTROPOLOGIA FORENSE NA AMAZÔNIA (Certificado do Prêmio)

Hilton Pereira da SILVA (apresentador) e Cláudia Rodrigues CARVALHO

Universidade Federal do Pará (UFPA)

Pôsteres (por categorias)

Categoria Aluno de Graduação

ANÁLISE DOS FORMATOS FACIAIS EM UMA AMOSTRA POPULACIONAL BRASILEIRA: CONTRIBUIÇÃO PARA A ANTROPOLOGIA FORENSE (Certificado do Prêmio)

Natália Karoline Vieira SOARES, Emília Alves do NASCIMENTO, Marcus Vitor Diniz de CARVALHO, Evelyne Pessoa SORIANO, Gabriela Granja Porto PETRAKI e Adriana Conrado de ALMEIDA

Universidade de Pernambuco (FOP/UPE)

Categoria aluno de Pós-Graduação

FORENSIC ANTHROPOLOGY IN BRAZIL – ANALYSIS OF SCIENTIFIC PRODUCTION (Certificado do Prêmio)

Katarzyna GÓRKA e Cláudia Regina PLENS

Centro de Antropologia e Arqueologia Forense, Programa de Pós-Graduação em Historia, UNIFESP & Department of Human Biology, Faculty of Biological Sciences, University of Wroclaw, Poland

Categoria Profissional

ANÁLISE DA ESTIMATIVA DA IDADE POR MEIO DA MINERALIZAÇÃO DENTAL (Certificado do Prêmio)

Maria Tereza Lins de ALBUQUERQUE, Maria Tauanna Machado CAVALCANTE, Raquel Alves DANTAS, Denise Nóbrega DINIZ e Leonardo Henrique de Araújo CAVALCANTE

Universidade Estadual da Paraíba – UEPB & Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ

Temas Livres apresentados no III CONAF

A ENERGIA MECÂNICA POST-MORTEM PODE SIMULAR SINAIS DE REAÇÃO VITAL? ESTUDO HISTOLÓGICO EM ANIMAL
Apresentação Oral
Apresentador:

Carla Cristina FILUS

Email:
Autores:
Carla Cristina FILUS, Nayara Thays Ribeiro PAULINO, Fabio Antonio TIRONI, Victor Angelo Martins MONTALLI e Paulo MIAMOTO
Faculdade São Leopoldo Mandic

A análise das circunstâncias da morte violenta é de interesse forense e pode envolver o estudo anatomopatológico do trauma quanto à presença de reação vital. Este estudo objetivou analisar microscopicamente lesões provocadas após a morte, em um modelo animal. Um cadáver suíno (Sus scropha domesticus) foi submetido a energias mecânicas, 40 minutos após eutanásia, com instrumentos de diferentes ações: cortante, em tórax esquerdo; contundente, em região frontal esquerda; e cortocontundente, em membro posterior direito. Amostras teciduais foram coletadas diretamente da lesão e de áreas íntegras adjacentes, como material de controle. As amostras foram coradas com hematoxilina e eosina, analisadas e fotomicrografadas. As amostras das ações cortante e contundente apresentaram aspecto normal, sem extravasamento de sangue, depósito de fibrina ou sinais de inflamação. A amostra da ação cortocontundente apresentou extravasamento de hemácias e congestão vascular, na ausência de reação leucocitária caracterizada por adesão de neutrófilos ao endotélio e transmigração, caracterizando reação inflamatória. O extravasamento de hemácias e depósito de fibrina são alterações descritas como possíveis após a morte, aceitando-se como reação vital inequívoca a reação leucocitária, não observada no presente estudo. As amostras de ação cortante e contundente apresentaram aspecto semelhante a seus controles. Na ação cortocontundente constatou-se extravasamento de hemácias e congestão vascular, na ausência de sinais de inflamação, não se observando sinais característicos de reação vital.

A IMPORTÂNCIA DA ANTROPOLOGIA FORENSE NA ELUCIDAÇÃO DA CAUSA MORTIS EM CADÁVER PUTREFEITO: UM RELATO DE CASO
Apresentação Oral
Apresentador:

Luan Mateus Rodrigues SOUSA

Email:
Autores:
Luan Mateus Rodrigues SOUSA, Lucas Figueredo MOURA, Wilson Brandão Gonçalves RIBEIRO, Wesley Santos LIMA e Suzana Papile Maciel CARVALHO
Faculdade de Medicina da Universidade Tiradentes – UNIT & IML SSP/BA & IML SSP/SE

Introdução: As perícias antropológicas são importantes meios utilizados pela justiça para identificar as circunstâncias de um delito, assim como o suspeito, o instrumento do crime, a identidade da vítima, bem como a causa e tempo de morte, sendo esses quesitos muito importantes para a elucidação do crime. Objetivo: O objetivo deste trabalho é mostrar um caso em que a aplicação de técnicas de Antropologia Forense foram utilizadas para estabelecer perfil biológico da vítima, assim como a causa e o tempo de morte de um cadáver putrefeito, elucidando, assim o caso. Relato de Caso: Um cadáver trajando vestimentas foi encontrado em fazenda no interior da Bahia, imerso em local pantanoso, já em avançado estado de putrefação, semi esqueletização e com sinais de decapitação, crânio esfacelado e com membros superiores e inferiores amputados. Após a preparação do corpo para o estudo antropológico, com lavagem e secagem dos restos mortais, foi possível determinar o sexo, estimar a altura, a idade e ancestralidade. Além disso, foi estudada a causa mortis por meio da análise das lesões presentes. Conclusão: A Antropologia Forense foi de extrema importância na elucidação de questionamentos nas esferas criminal e jurídica relacionados às circunstâncias do caso em estudo, corroborando a importância desse serviço dentro dos Institutos Médicos Legais.

CONTRIBUIÇÕES MÉTRICAS DO PROCESSO MASTOIDEO PARA DETERMINAÇÃO DO SEXO EM UMA POPULAÇÃO BRASILEIRA
Apresentação Oral
Apresentador:

Carolina Lucena Veloso GUSMÃO

Email:
Autores:
Carolina Lucena Veloso GUSMÃO, Ana Carolina de Melo SOARES, Emília Alves do NASCIMENTO, Maria Izabel Cardoso BENTO, Eveline Pessoa SORIANO e Adriana Conrado de ALMEIDA
Faculdade de Odontologia de Pernambuco – FOP/UPE

Introdução: O crânio humano é o segundo osso de maior dimorfismo sexual no esqueleto, contribuindo por meios métricos e qualitativos. Os processos mastoideos apresentam-se maiores e mais robustos nos indivíduos de sexo masculino. Objetivo: Investigar a aplicabilidade do uso da altura do processo Mastoideo para estimativa do sexo. Metodologia: Estudo cego e transversal, realizado em 209 crânios pertencentes ao Centro de Estudos em Antropologia Forense da Faculdade de Odontologia de Pernambuco/Universidade de Pernambuco (CEAF/FOP/UPE). Com o auxílio de um paquímetro digital, foi realizada a mensuração referente à altura do processo mastoideo, distância entre a entrada do meato acústico externo e o ponto mais inferior do processo Mastoideo. Para os procedimentos estatísticos, foi feita a análise descritiva da amostra e utilizados os Testes T-Student, e o método de stepwise, com nível de significância de 5%. Resultados: Foram analisados 108 crânios masculinos e 101 femininos. O Processo Mastoideo direito masculino apresentou em média altura média de 38,14mm, sendo maior que o lado esquerdo (36,20mm). Já o feminino o lado esquerdo apresentou-se menor em relação ao lado oposto. Tanto do lado direito como esquerdo, houve diferença estatística entre essas medidas para estimativa do sexo (p<0,05). A medida apresentou acerto de 71,30% para o sexo feminino e 65,7% para o sexo masculino. Conclusão: Os processos mastoideos apresentaram-se quantitativamente diferentes para o sexo masculino e feminino, podendo ser utilizados para estimativa do sexo.

DETERMINAÇÃO DO SEXO POR MEIO DE ANÁLISES MÉTRICAS EM MANDÍBULAS ORIUNDAS DE UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA BRASILEIRA
Apresentação Oral
Apresentador:

Maria Izabel Cardoso BENTO

Email:
Autores:
Maria Izabel Cardoso BENTO, Emília Alves do NASCIMENTO, Evelyne Pessoa SORIANO, Marcus Vitor Diniz de CARVALHO, Eduardo DARUGE JÚNIOR e Reginaldo Inojosa Carneiro CAMPELLO
Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP/UPE)

Introdução: Por ser considerado o maior e mais forte osso do crânio humano, a mandíbula possui um papel fundamental para a Antropologia Forense na busca do estabelecimento de uma identidade do indivíduo a qual pertencia. Objetivo: O objetivo desta pesquisa é investigar a aplicabilidade de medidas mandibulares para a determinação do sexo em mandíbulas secas humanas na população brasileira. Metodologia: Trata-se de um estudo cego e transversal, com uma amostra composta por 471 mandíbulas pertencentes ao acervo do Mestrado de Perícias Forenses da Faculdade de Odontologia de Pernambuco/Universidade de Pernambuco e ao Laboratório de Antropologia Física Forense da Faculdade de Odontologia de Piracicaba/Universidade Estadual de Campinas, onde realizou-se as seguintes medidas: Largura Bigonial, Largura Bicondilar, Largura do Processo Condilar Direito e Esquerdo, Largura Coronóide, Distâncias entre os Forames Mandibulares, Distâncias entre os Forames mentonianos, Distância Espinha Geniana e Forame Mandibular Direito e Esquerdo, Espessura mandibular Direita e Esquerda e Espessura mandibular Anterior. Resultados: Após a análise estatística, todas as medidas tiveram diferenças estatisticamente significantes para o sexo. Para o sexo masculino, a medida que possuiu uma maior classificação corretas de casos foi a Distância entre os forames mandibulares (71,90%) e para o sexo feminino foi a Largura Bigonial (77,60%) e, as medidas que ofereceram menores agrupamentos corretos foram as espessuras mandibulares direita, esquerda e anterior, variando de 52,70% a 61,70%. CONCLUSÃO: A mandíbula desempenha um papel importante na antropologia forense para a determinação do sexo. E, após os resultados do presente estudo, conclui-se que, quantitativamente, a mandíbula apresenta informações, já que, para todas as medidas realizadas, houve diferenças estatísticas entre os sexos.

INUMAÇÃO CLANDESTINA POR 5 ANOS – EXUMAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – RELATO DE CASO
Apresentação Oral
Apresentador:

Ana Flávia de Oliveira BARROS

Email:
Autores:
Ana Flávia de Oliveira BARROS e Malthus Fonseca GALVÃO
IML-DPT-PCDF & UnB

Introdução: O homicídio seguido da ocultação de cadáveres intenta dificultar o encontro do cadáver e sua identificação, tornando o desafio dos peritos ainda maior, especialmente quando, em decorrência de inumação prolongada, o corpo se resume a um esqueleto. Objetivo: Demonstrar a técnica utilizada tanto no local de encontro do cadáver, quanto em laboratório, para recuperar da melhor forma possível os vestígios ósseos e dentários, dendrológicos, projetis de arma de fogo, remanescentes de vestes e outros, visando não só a identificação como a compatibilização com o histórico. Relato de Caso: M.S.F. foi executado por disparos de arma de fogo em uma emboscada e enterrado em uma cova clandestina na mata. Este fato chegou ao conhecimento das autoridades, entretanto apenas 5 anos após o local foi encontrado e a exumação realizada. Procedeu-se a uma metodologia de escavação antropológica com remoção em bloco do corpo, incluído em um “torrão” de terra, para minudente análise laboratorial. Observou-se a compatibilidade do tempo de inumação pela presença de raízes perpassando o corpo. Toda a terra da sepultura foi tamisada ou levada para processamento em laboratório. Dois projetis de arma de fogo foram recuperados na exata posição em que se encontravam no corpo a partir do processamento do bloco assim como a posição do mesmo. Os remanescentes de vestes e adereços recuperados também foram importantes para a identificação, que foi em muito auxiliada pelo exame craniano, bem peculiar. Conclusão: A aplicação da técnica descrita permitiu a identificação e também a compatibilização completa com o histórico do caso. PS: Os autores detém autorização para utilização didática e científica das imagens deste caso.

O RAMO MANDIBULAR COMO INDICATIVO DO SEXO EM UMA AMOSTRA BRASILEIRA
Apresentação Oral
Apresentador:

Maria Izabel Cardoso BENTO

Email:
Autores:
Maria Izabel Cardoso BENTO, Patrícia Moreira RABELLO, Evelyne Pessoa SORIANO, Marcus Vitor Diniz de CARVALHO, Eduardo DARUGE JÚNIOR e Reginaldo Inojosa Carneiro CAMPELLO
Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP/UPE)

Introdução: Em situações onde restos humanos são os únicos elementos existentes para estabelecer uma identidade, o crânio e o dente são as partes mais bem preservadas. A mandíbula é o único osso móvel do crânio, este, também considerado o mais forte, retém sua forma mais do que as outras estruturas. Objetivo: O objetivo deste trabalho é investigar, por meio de análises métricas, a utilização do ramo mandibular para determinar o sexo em mandíbulas secas humanas na população brasileira. Metodologia: Trata-se de um estudo cego e transversal, com uma amostra composta por 471 mandíbulas pertencentes ao acervo do Mestrado de Perícias Forenses da Faculdade de Odontologia de Pernambuco/Universidade de Pernambuco e ao Laboratório de Antropologia Física Forense da Faculdade de Odontologia de Piracicaba/Universidade Estadual de Campinas, onde realizou-se as seguintes medidas: Altura do Processo Coronóide Direito e Esquerdo, Altura do Ramo Mandibular Direito e Esquerdo, Largura Máxima do Ramo Mandibular Direito e Esquerdo, Largura Mínima do Ramo Mandibular Direito e Esquerdo. Aplicou-se o Teste T-Student e Teste MannWhitney e, para agrupar e associar as medidas realizadas quanto ao sexo, utilizou-se uma Análise Discriminante, com nível de significância de 5%. Resultados: Todas as medidas apresentaram diferenças estatisticamente significantes para o sexo (p<0,05). A Altura do Ramo Mandibular Esquerdo foi a variável que apresentou classificação de agrupamentos corretos para o sexo masculino (74,80%) e feminino (74,20%). Conclusão: Após os resultados apresentados, conclui-se que, quantitativamente, o ramo mandibular apresenta informações importantíssimas para determinação do sexo, já que, para todas as medidas realizadas, houve diferenças estatísticas entre os sexos.

RECONHECIMENTO DE RESTOS MORTAIS EM UM CASO DE FEMINICÍDIO
Apresentação Oral
Apresentador:

Kleber Cardoso CRESPO

Email:
Autores:
Kleber Cardoso CRESPO, Mônica Bujes STUMVOLL, Angelita Maria Ferreira Machado RIOS, Pedro Vieira da Silva MAGALHÃES e Lisieux de Borba TELLES
Departamento Médico Legal de Porto Alegre & Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da UFRGS

Introdução: O exame de ossadas tem características especiais. São corpos muito decompostos ou que restam somente os ossos, com ausência de segmentos. A causa da morte não costuma ser evidente, e a meta torna-se a identificação dos restos mortais. Utilizam-se vários métodos, sendo o mais conhecido o exame de DNA. Mas permanecem insubstituíveis o estudo dos elementos ósseos e da arcada dentária. Este é um caso de identificação exclusivamente através da análise de características do esqueleto e arcada dentária. O exame de DNA, realizado posteriormente por solicitação da autoridade, apenas confirmou a filiação da vítima. Objetivo: Uso da antropologia forense na investigação de um caso de feminicídio. Metodologia: Informações odontológicas da Pasta Ortodôntica (radiografias e fotografias) da pessoa desaparecida, análise dos ossos para determinação da idade, associados às Tabelas Cronológicas da Mineralização dos Dentes Permanentes entre Brasileiros. Relato do Caso: Em 2016, uma adolescente foi dada como desaparecida. Cerca de seis meses após, o cunhado revelou à polícia ter estrangulado a jovem e indicou onde estava o corpo. Descrição: Ossada incompleta, com ausência de vários ossos, sem vestimentas. Epífises de crescimento abertas; características predominantes compatíveis com o sexo feminino; a idade mínima estimada de 13 anos, e máxima de 20 anos; altura calculada entre 152 e 157 cm. Não foram observadas lesões ósseas que revelassem a causa da morte. Conclusões: Mesmo com a evolução da tecnologia, os documentos médicos associados ao exame das características da ossada ainda são insubstituíveis.

SOBRE SELVA E FERAS: UM RELATO DE CASO DE ANTROPOLOGIA FORENSE NA AMAZÔNIA
Apresentação Oral
Apresentador:

Hilton Pereira da SILVA

Email:
Autores:
Hilton Pereira da SILVA e Cláudia Rodrigues CARVALHO
Universidade Federal do Pará (UFPA)

No Brasil em geral a Antropologia Forense (AF) ainda é uma área incipiente, há grandes desafios para a formação de especialistas e pouco reconhecimento de sua relevância. Centenas de esqueletos humanos são encontrados todos os anos no país e grande parte deles é inumada sem identificação, por falta de condições e de peritos que possam adequadamente analisá-los. Este relato de caso visa demonstrar a importância da análise multidisciplinar utilizada pela AF para elucidação de casos ocorridos em ambientes de difícil acesso e onde o volume de informações disponíveis é bastante limitado. Trata-se de um relato de investigação forense sobre a morte de um indivíduo à partir de um naufrágio ocorrido próximo à Terra Indígena Apaporis, na fronteira entre o Brasil e a Colômbia. Após cerca de 3 meses do acidente, foram encontrados às margens do rio um fêmur e um osso ilíaco, juntamente com uma calça e uma bota. Os restos estavam em bom estado, apresentando sinais de perfuração, impacto e pequenos danos, possivelmente ocorridos pós-mortem. O Ilíaco apresentava perfurações sugestivas de compressão por mordida de animal. O Fêmur apresentava grande número de perfurações. A variedade de formas, tamanhos e intensidade das perfurações sugeriu diferentes episódios de ação de um único animal, com intensidade variada, ou diferentes animais. A busca pela identificação dos potenciais causadores das lesões e pelo perfil biológico do indivíduo levou a um trabalho em parceria entre zoólogos, veterinários e bioantropólogos, que permitiu a identificação positiva da vítima bem como a indicação dos possíveis agentes das lesões.

ANÁLISE DA ESTIMATIVA DA IDADE POR MEIO DA MINERALIZAÇÃO DENTAL
Pôster
Apresentador:

Maria Tereza Lins de ALBUQUERQUE

Email:
Autores:
Maria Tereza Lins de ALBUQUERQUE, Maria Tauanna Machado CAVALCANTE, Raquel Alves DANTAS, Denise Nóbrega DINIZ, Leonardo Henrique de Araújo CAVALCANTE
Universidade Estadual da Paraíba – UEPB & Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ

No campo pericial, a estimativa da idade é uns dos métodos auxiliares de maior relevância jurídica e consagrada na ciência forense. A análise da idade dental é considerada um dos métodos mais seguro quando se estima a idade cronológica devido a sua baixa variabilidade, além de basear-se em métodos não invasivos. O objetivo deste estudo foi estimar a idade através da utilização de dois índices de mineralização dental em radiografias panorâmicas. A pesquisa teve início após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa - CEP/UEPB sob CAAE n° 0087.0.133.000-11. Tratou-se de um estudo observacional, documental e quantitativo. O estudo teve como amostra a avaliação de 61 radiografias panorâmicas selecionados de forma não-probabilística, em ambos os sexos, atendidos no setor de Radiologia do Curso de Odontologia da UEPB. Os dados foram registrados e digitalizados em um banco de dados e analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. De acordo com as análises realizadas o índice de Nolla (1960) estimou-se a idade cronológica, através da idade dental em 68% para o sexo masculino (correlação de 0,83) e em 82% para o sexo feminino (correlação de 0,91); o índice de Nicodemo et al. (1992) estimou a idade cronológica, através da idade dental em 70% para o sexo masculino (com correlação de 0,84) e em 83% para o sexo feminino (correlação de 0,91); houve correlação entre os índices, com ? correspondente a 0,924 (p<0,001). Pode-se concluir que os índices mostraram ser estatisticamente confiáveis para estimar a idade de um indivíduo. Descritores: Radiografia panorâmica. Determinação da idade pelos dentes. Calcificação de dente.

ANÁLISE DOS FORMATOS FACIAIS EM UMA AMOSTRA POPULACIONAL BRASILEIRA: CONTRIBUIÇÃO PARA A ANTROPOLOGIA FORENSE.
Pôster
Apresentador:

Natália Karoline Vieira SOARES

Email:
Autores:
Natália Karoline Vieira SOARES, Emília Alves do NASCIMENTO, Marcus Vitor Diniz de CARVALHO, Evelyne Pessoa SORIANO, Gabriela Granja Porto PETRAKI, Adriana Conrado de ALMEIDA
Universidade de Pernambuco (FOP/UPE)

A face, que é a parte do corpo que mais sintetiza o ser humano, é um critério distinto para identificação, e as análises morfológicas de suas características é o principal recurso para identificação do indivíduo. Partindo dessa premissa, este trabalho objetivou avaliar os diferentes formatos faciais da população de Camaragibe/PE. Para este estudo, calculou-se o tamanho da amostra com o OpenEpi, admitindo-se um intervalo de confiança de 95% e alfa de 5%. As variáveis utilizadas foram as recomendadas por Mane et al. (2010). Para a análise foi utilizado o SPSS 20.0. Foi obtida a frequência de distribuição das variáveis e aplicados os testes de Qui-quadrado e Kruskal-Wallis. Dos 382 participantes, 51% eram mulheres. A média e mediana da idade foram 37,8 anos e 34,0 anos, com mínima de 20 e máxima de 80 anos e desvio-padrão de 15,9 anos. A maioria da amostra se auto-declarou parda (48,4%) e branca (32,7%). Os formatos faciais redondo e oval foram mais prevalentes (31,4% e 26,7%, respectivamente). Observou-se diferença estatisticamente significativa entre o formato da face e o sexo (p=0,000), bem como com idade de 20 a 30 anos (p=0,001), o que não ocorreu com a cor auto-declarada (p=0,103). A população de Camaragibe apresenta perfil de face redondo e oval, principalmente entre adultos jovens, independentemente da cor da pele. Essas informações são relevantes para a identificação humana, para obtenção de dados populacionais locais, que possam ser utilizados na perícia odonto-legal.
Palavras-chaves: Antropologia Forense; Face; População brasileira.

APLICABILIDADE DA ANTROPOLOGIA FORENSE PARA ESTIMATIVA DE IDADE FETAL: UM RELATO DE CASO
Pôster
Apresentador:

Lucas Figueredo MOURA

Email:
Autores:
Lucas Figueredo MOURA, Luan Mateus Rodrigues SOUSA, Bruna Souza Almeida SPINDOLA, Wesley Santos LIMA, Suzana Papile Maciel CARVALHO
Faculdade de Medicina da Universidade Tiradentes – UNIT & IML SSP/BA & IML SSP/SE

Introdução: A Antropologia Forense é importante meio utilizado para identificação de características biológicas a partir de ossos secos, compreendendo seu processo de vida, morte e post-mortem de um determinado individuo, seja ele em qualquer fase da vida, desde o seu desenvolvimento embrionário até a velhice. Objetivo: Objetiva mostrar um caso em que as técnicas de Antropologia Forense foram utilizadas para estimar a idade de um feto. Relato de Caso: Um feto exumado, semi esqueletizado, no qual não foram observados sinais macroscópicos apreciáveis em nenhum dos ossos presentes, todavia, através desses foi possível a aplicação de métodos para estimar a idade, visto que essa informação pode auxiliar decisões jurídicas, respaldando-as acerca da discriminação entre um aborto espontâneo e um possível homicídio. No caso em questão, foram utilizados métodos que analisam comprimento e formatos dos ossos, como o de Balthazard e Dervieux apud Arbenz (1988) e de Fazekas & Kósa (1978) apud Scheuer & Black (2000), que mostraram resultados de 37,5 e 38 semanas, respectivamente. Conclusão: Conclui-se que técnicas da Antropologia Forense possibilitam estimar a Idade Fetal (IF), a partir do grau de desenvolvimento dos ossos. A estimativa da IF embasa a justiça na tomada da decisão no que tange a existência ou não do crime, visto que a estimativa possibilita avaliar o número de semanas gestacionais, resolucionando casos como este, em que existia dúvida quanto o feto ser pré-termo ou a termo, o que corroboraria a suspeita de um eventual aborto espontâneo ou nascimento propriamente dito e posterior homicídio, respectivamente.

DETERMINAÇÃO DO SEXO EM UMA AMOSTRA BRASILEIRA POR MEIO DO FORAME MAGNO
Pôster
Apresentador:

Andrezza Maria Carvalho Sousa GUERREIRO

Email:
Autores:
Andrezza Maria Carvalho Sousa GUERREIRO, Maria Izabel Cardoso BENTO, Ana Carolina de Melo SOARES, Adriana Conrado de ALMEIDA, Reginaldo Inojosa Carneiro CAMPELLO, Larissa Chaves Cardoso FERNANDES
Centro Odontológico de Estudos e Pesquisa

Introdução: O Índice do Forame Magno (IFM) é um método secundário para o estabelecimento do sexo no processo de identificação humana. Objetivo: Averiguar a aplicabilidade do IFM para a determinação do sexo em uma amostra brasileira. Metodologia: Estudo cego e transversal, com amostra composta por 209 crânios pertencentes ao Centro de Estudos em Antropologia Forense da Faculdade de Odontologia de Pernambuco/Universidade de Pernambuco (CEAF/FOP/UPE). Com o uso de paquímetro digital de precisão, foram realizadas medidas correspondentes à largura e ao comprimento do Forame Magno, aplicando-as à fórmula IFM = largura/comprimento x 100. O sexo foi classificado de acordo com tabela de referência para o índice supracitado. Para a análise estatística utilizaram-se os testes T-Student e Qui-Quadrado de Pearson, com nível de significância de 5,0%. Resultados: Todas as variáveis quantitativas apresentaram diferenças estatisticamente significantes para os sexos (p<0,05), sendo as medidas masculinas maiores do que as femininas. Porém, não houve discrepâncias entre os mesmos quanto à utilização do IFM (p=0965). As concordâncias do IFM para o sexo masculino (99,1%) foram superiores às do sexo feminino que, por sua vez, não teve nenhum crânio classificado corretamente. Conclusões: O IFM não deve ser utilizado como metodologia única para a determinação do sexo da amostra brasileira estudada.

DIMORFISMO SEXUAL ATRAVÉS DE MEDIDAS LINEARES DO CRÂNIO
Pôster
Apresentador:

Luiza Moreira RABELLO

Email:
Autores:
Luiza Moreira RABELLO, Maria Izabel Cardoso BENTO, Evelyne Pessoa SORIANO, Marcus Vitor Diniz de CARVALHO, Maria do Socorro Dantas de ARAUJO
Centro Universitário de João Pessoa - UNIPE & Centro de Estudos em Antropologia Forense (CEAF/UPE)

Introdução: O crânio é considerado um dos elementos do esqueleto mais dimórficos do ponto de vista sexual, podendo auxiliar na identificação do esqueleto. Objetivo: Analisar a aplicabilidade de meios quantitativos do crânio para a estimativa do sexo em uma população brasileira. Metodologia: Estudo cego, quantitativo e transversal. Foram estudados 99 crânios adultos pertencentes à Coleção de Esqueletos, do Centro de Estudos em Antropologia Forense (CEAF) da Faculdade de Odontologia da Universidade de Pernambuco (FOP/UPE). Foram analisadas as medidas de acordo com Saliba (1999): Distância do ponto Bregma ao Lambda (B-L), Distância da sutura frontozigomática direita à esquerda (SFZD-SFZE), Distância da Fossa incisiva à Espinha nasal posterior (FI-ENP) e a Distância do forame palatino maior direito para o esquerdo (PALMD-PALME). Foi utilizado o Teste t de Student, a nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Os resultados demonstraram que a distância entre as suturas frontozigomatica direita e esquerda (SFZD-SFZE) se mostrou significativa para se estimar o sexo (p=0,002). Todas as outras medidas não apresentaram diferença estatística (p=0,127, p=0,217, p=0,729). A comparação deste estudo com o de Saliba (1999) demonstrou que apenas 2 crânios (3,8%) do sexo masculino houve acerto, mostrando a tendência de classificar todos os crânios como femininos. Conclusão: Este estudo observou que o dimorfismo sexual utilizando medidas lineares realizadas em crânios nas perícias forenses, devem ser utilizadas com cautela, sempre associando as características morfológicas do crânio. Com base nessa amostra estudada, não se obteve uma boa acurácia do método de Saliba (1999) para a estimativa do sexo.

DISTINÇÃO ENTRE DOIS TIPOS DE LESÕES PÉRFURO-CONTUSAS EM CRÂNIOS HUMANOS: IMPLICAÇÕES FORENSES
Pôster
Apresentador:

Sarah Liz Medeiros RENDEIRO

Email:
Autores:
Sarah Liz Medeiros RENDEIRO, Adriana Conrado de ALMEIDA, Emília Alves do NASCIMENTO, Evelyne Pessoa SORIANO, Gabriela Granja Porto PETRAKI, Marcus Vitor Diniz de CARVALHO
Universidade de Pernambuco (FOP/UPE) & Centro de Estudos em Antropologia Forense (CEAF/UPE)

A Balística Forense é uma disciplina integrante da Criminalística que tem por objeto especial o estudo das armas de fogo, sua munição e os fenômenos e efeitos por elas produzidos, no que apresentarem de útil ao esclarecimento à Justiça. As lesões pérfuro-contusas produzidas por projétil de arma de fogo (PAF) apresentam diferenças entre o orifício de entrada e saída, que permitem diferenciá-las de qualquer outro ferimento. Neste contexto, este trabalho objetivou estudar e analisar as características que possibilitam diferenciar macroscopicamente uma lesão de entrada produzida por PAF, de um acesso neurocirúrgico. Dos crânios analisados, quatro eram do sexo masculino e pertencem ao Centro de Estudos em Antropologia Forense da Universidade de Pernambuco (CEAF/UPE). Para o estudo dos casos, cinco crânios foram separados e analisados. Um deles apresentava dois orifícios compatíveis com lesões produzidas por PAF, enquanto os outros demonstravam perfurações separadas entre si por distâncias próximas, com biselamentos ósseos concêntricos e regulares compatível com orifício de entrada de finalidade neurocirúrgica. Conclui-se que é importante uma análise morfológica criteriosa comparativa para que seja possível diferenciar uma lesão produzida por PAF de uma lesão correspondente a acesso cirúrgico, e que essa distinção auxilia no processo de identificação, ao passo que colabora efetivamente com a investigação das circunstâncias da morte. Palavras-chave: Balística Forense; Lesão pérfuro-contusa; Antropologia Forense.

ESTIMATIVA DA IDADE ATRAVÉS DA MINERALIZAÇÃO DENTAL E MATURAÇÃO CARPAL
Pôster
Apresentador:

Raquel Alves DANTAS

Email:
Autores:
Raquel Alves DANTAS, Maria Tauanna Machado CAVALCANTE, Maria Tereza Lins de ALBUQUERQUE, Denise Nóbrega DINIZ, Leonardo Henrique de Araújo CAVALCANTE
Universidade Estadual da Paraíba – UEPB & Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ

O pico de crescimento craniofacial está diretamente relacionado ao desenvolvimento dental, sendo fatores fundamentais para a estimativa de idade e diagnóstico odontológico preciso. O objetivo do estudo foi correlacionar a reprodutibilidade dos métodos de Greulich e Pyle (1959) e Nolla (1960) em pacientes de 06 a 16 anos atendidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual da Paraíba. Tratou-se de um estudo transversal, de caráter quantitativo, através de documentação direta. A pesquisa teve início após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa - CEP/UEPB sob CAAE n° 0087.0.133.000-11. A amostra foi constituída por 63 pacientes, com idades entre 82 e 189 meses, submetidos a exames radiográficos. As panorâmicas foram analisadas seguindo a tabela de mineralização proposta por Nolla (1960); para a carpal cada radiografia foi avaliada e comparada com as imagens de um atlas, seguindo o método proposto por Greulich e Pyle (1959). Pôde-se observar que a idade cronológica média dos participantes foi de 122,70 meses (DP=25,28 meses), sendo o sexo masculino com uma idade dental mais elevada (M=120,56, DP=20,71) que o feminino (M=110,90, DP=18,34) (p=0,05); em relação à idade óssea, observou-se escores mais elevados no sexo feminino, contudo, estas diferenças não foram consideradas significativas (p>0,05); os resultados sugerem correlações positivas entre as idades (r>0,70). De acordo com os resultados obtidos pode-se concluir que a média da idade dental foi inferior à média da idade cronológica, para ambos os sexos e a média da idade cronológica foi seguida de perto pelas médias da idade óssea (IMC) para ambos os sexos. Descritores: Radiografia Dentária. Mineralização óssea. Determinação da idade óssea.

EXCLUSÃO DO FENÓTIPO COR DA PELE PELO ASPECTO DAS CÚSPIDES DO PRIMEIRO MOLAR INFERIOR: REVISÃO DE LITERATURA
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Apresentador:

Marina Ferreira MAGALHÃES

Email:
Autores:
Marina Ferreira MAGALHÃES, João Vitor da SILVA, Flávia Hermínia Oliveira Souza SOCORRO, Erasmo de ALMEIDA JR, Luiz Carlos Cavalcante GALVÃO
Universidade Tiradentes – UNIT

Os conceitos de identidade e identificação são importantes para compreensão da maneira de atuação da Medicina legal e da odontologia legal dentro de um amplo campo como a identificação humana. De acordo com a literatura, os dentes são elementos singulares na identificação odonto e médicolegal. Além de ser o tecido mais duro do corpo humano resiste a uma temperatura em torno de 1.000ºC e alguns materiais dentários até 3.000ºC. O objetivo do nosso trabalho é realizar uma revisão de literatura atualizada sobre a importância do aspecto das cúspides do primeiro molar inferior na exclusão do fenótipo cor de pele. A estimativa da cor por meio da análise dental tem valiosa importância, em especial, entre aqueles indivíduos em que os dentes são os únicos elementos de identificação quando da ocorrência dos desastres em massa, onde qualquer dado encontrado é de grande valor para que se possam separar os indivíduos. De acordo com a literatura, encontram-se três tipos de face oclusal nos primeiros molares inferiores: mamelonadas, estreladas e intermediária. Na maioria destes estudos, o grupo dos melanodermas apresentaram na sua totalidade a forma estrelada, nos leucodermas a forma mamelonada e no grupo dos faiodermas a forma intermediária prevaleceu. Tais achados indicaram que a associação entre o fenótipo cor de pele e o tipo de dente foi estatisticamente significante (p < 0,001). Pelo que se constatou, o aspecto das cuspides do primeiro molar inferior pode ser utilizada como fator de exclusão na estimativa do fenótipo cor de pele em indivíduos não identificados.

FORENSIC ANTHROPOLOGY IN BRAZIL – ANALYSIS OF SCIENTIFIC PRODUCTION
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Apresentador:

Katarzyna GÓRKA

Email:
Autores:
Katarzyna GÓRKA, Cláudia Regina PLENS
Centro de Antropologia e Arqueologia Forense, Programa de Pós-Graduação em Historia, UNIFESP & Department of Human Biology, Faculty of Biological Sciences, University of Wroclaw, Poland

Introduction: Scientific research provides an insight into the development and potential of given field of science. Objectives: This research is aimed at mapping and analysing the scientific production within the area of Forensic Anthropology in Brazil. Methodology: The bibliographic search was performed within the major online scientific databases (PubMed, Scielo). Only publications originated in Brazil were included in the study. Collected data was introduced into an SPSS database and analysed statistically. Results: A total of 137 publications (1999-2017) fulfilled the inclusion criteria. A significant increase in the number of publications related to Forensic Anthropology or Odontology during the last 10 years was observed. 71% of publications originated at the Faculties of Dentistry. USP is the leading research centre in this area. Almost 38% of scientific production was performed within a single research centre, 45% included national collaboration and only 17% was conducted within international collaboration. 58% of research focused on the subject of Forensic Odontology and 42% on Forensic Anthropology. The main focus of the research was human identification (39%), followed by age estimation (21%) and sex estimation (15%). 35% of articles presented new approach and 28% focused on method evaluation. The rest was equally distributed (18.5%) between case reports and field evaluation. Conclusions: The number of scientific production is relatively low, but the production is quickly growing. The potential of collaborations could be better explored. The research is centralized and lead by Faculties of Dentistry. The major focus is placed on Forensic Odontology. Orgão financiador: CNPq – Pós-doutorado Júnior (PDJ); processo: 167930/2017-6.

HOMICÍDIO OU MORTE NATURAL? UMA CONTRIBUIÇÃO DA ANTROPOLOGIA FORENSE NA RESOLUÇÃO DE MORTE SUSPEITA: RELATO DE CASO
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Apresentador:

Ilmara Silva do NASCIMENTO

Email:
Autores:
Ilmara Silva do NASCIMENTO, Gilton Vieira SANTOS JÚNIOR, Iago Filipe Correia DANTAS, Lucas Bezerra SANTOS, José Ricardo Farias Monteiro da COSTA e Suzana Papile Maciel CARVALHO
Faculdade de Medicina da Universidade Tiradentes – UNIT & IML SSP/BA & IML SSP/SE

Introdução: A Antropologia Forense tem se consagrado como ciência importante na elucidação de mortes suspeitas, em que, o avançado estado de putrefação dificulta o estudo do caso. Assim, as metodologias antropológicas podem ser usadas com o objetivo de se estabelecer a identidade da vítima, por meio da construção do biótipo e também na busca da causa e das circunstâncias em que se deu a morte. O objetivo deste trabalho é mostrar um caso em que inicialmente, havia um histórico de morte natural, pois o corpo de um senhor de 63 anos foi encontrado em sua própria casa já em início de esqueletização. No IML, foi realizado o protocolo de antropologia, com a análise inicial, quando se observou a amarrilha nas mãos, seguida da limpeza e secagem dos ossos. Posteriormente, foi estudado o perfil biológico da vítima, a identificação pela documentação odontológica e, o estudo do tempo e da causa da morte, sendo possível a localização da lesão perimortem em crânio, provocada pela ação de instrumento contundente. O laudo pericial foi conclusivo e propriciou elementos para que a investigação policial culminasse na prisão do homicida. Assim, a família teve a oportunidade de enterrar seu ente querido e obter respostas com relação à morte abrupta e violenta ocorrida numa cidade do interior do estado de Sergipe.

IDENTIFICAÇÃO HUMANA E ANTROPOLOGIA FORENSE
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Apresentador:

Grasielle KARPSTEIN

Email:
Autores:
Grasielle KARPSTEIN
IPOG

A perícia odontológica tem grande relevância em casos em que há corpos carbonizados e mutilados. Nos casos de desastres em massa o odontolegista tem papel fundamental, esses acontecimentos têm proporções de dimensão variável envolvendo muitas vezes um número de vítimas superiores à capacidade de resposta das instituições locais. Com a pesquisa realizada nesse trabalho foi possível demonstrar a inegável importância da participação do Cirurgião-Dentista dentro dos processos de identificação humana, principalmente quando se tratam de corpos em avançado estado de decomposição ou ainda, quando os métodos primários de identificação não obtiveram sucesso. Além do mais, visto que o papel do Antropologista Forense recai sobre esses profissionais, é de extrema importância a formação e capacitação dos mesmos para atuar junto aos Institutos de Criminalística no trabalho de identificação de ossadas desconhecidas.

IDENTIFICAÇÃO HUMANA EM ODONTOLOGIA LEGAL POR MEIO DA SOBREPOSIÇÃO DE IMAGENS: RELATO DE CASO
Pôster
Apresentador:

Lucas Bezerra SANTOS

Email:
Autores:
Lucas Bezerra SANTOS, Anne Rafaella Firmino TENÓRIO, Ilmara Silva do NASCIMENTO, Emerson Douglas da SILVA, José Aparecido Batista CARDOSO e Suzana Papile Maciel CARVALHO
Faculdade de Odontologia da Universidade Tiradentes – UNIT & IML-SSP/SE & IML-SSP/BA

Os métodos primários de identificação humana são necropapiloscopia, odontologia e DNA. A análise odontológica é rotineiramente aplicada, contudo, muitas vezes a documentação ante mortem auxiliar no trabalho de identificação, o prontuário odontológico, encontra-se indisponível ou mal elaborado, podendo o odontolegista lançar mão da aplicação de fotografias para a busca da identidade. O presente trabalho objetiva apresentar um caso ocorrido no Instituto Médico Legal de Sergipe envolvendo um menor de 4 anos, em que a sobreposição de fotografias e delineamento da linha do sorriso foram utilizados para a identificação da criança. A aplicação de fotografias do sorriso tem ganhado espaço como método positivo e rápido na identificação. Disponibilizadas fotografias pelos familiares, a técnica é aplicada com o auxílio de computação gráfica, utilizando imagens do crânio e as fotografias sobrepostas (em cuidadosa equalização da escala fotométrica), e posteriormente analisadas coincidências anatômicas. A sobreposição de imagens, pela fácil aplicabilidade e baixo custo, tornou-se método auxiliar de relevante importância para a identificação de indivíduos. Essa técnica deve estar associada à análise de outros parâmetros, como o levantamento antropológico do cadáver e a comparação com os dados fornecidos pelos familiares. Assim, a Antropologia Forense também foi aplicada para estudo do biótipo e da causa da morte, contribuindo para a elucidação do caso que comoveu a opinião pública bem como as forças civis e militares, devido à atrocidade cometida contra uma criança. Conclui-se que a Odontologia Legal e a Antropologia Forense foram fundamentais para a resolução desse caso.

ILUSTRAÇÃO EM PERÍCIAS ANTROPOLÓGICAS CRIMINAIS – RELATO DE CASOS
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Apresentador:

Ana Flávia de Oliveira BARROS

Email:
Autores:
Ana Flávia de Oliveira BARROS, Alexandre CASTRO e Malthus Fonseca GALVÃO
IML-DPT-PCDF & UnB

Introdução: O Objetivo de uma perícia criminal é subsidiar os operadores do direito com informações técnicas de diversas áreas, incluindo a Antropologia Forense. Desta forma, a função do perito é ser não só um pesquisador de vestígios, um intérprete de seus achados, mas também um perfeito relator não só de suas conclusões como da metodologia empregada. Neste caso, vale a máxima de que uma ilustração vale mais do que mil palavras. Relato de Casos: Neste trabalho os autores farão uma compilação de inúmeros casos em Antropologia Forense realizados no IML do Distrito Federal, nos quais diversos tipos de ilustrações foram utilizadas, no sentido de passar informações que seriam praticamente impossíveis por palavras. Incluem-se nesta lista fotografias em ângulos e iluminações especiais, com diversas câmeras adequadas a cada caso, captura de imagens por scanners de alta resolução, utilização de linhas de lasers para ressalto de relevos, fotomontagens de diversas naturezas, normalizações fotográficas, medidas indiretas por fotografias digitais, tratamento de imagens, gráficos vetoriais, ilustrações tridimensionais, reconstruções faciais computadorizadas, entre outros. Conclusão: A aplicação destes recursos fotográficos e computadorizados foram muito úteis para a ilustração dos laudos periciais, o que será demonstrado também neste trabalho.

PERSISTÊNCIA DA SUTURA METÓPICA EM CRÂNIOS ADULTOS
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Apresentador:

Sarah Liz Medeiros RENDEIRO

Email:
Autores:
Sarah Liz Medeiros RENDEIRO, Emília Alves do NASCIMENTO, Evelyne Pessoa SORIANO, Gabriela Granja Porto PETRAKI, Marcus Vitor Diniz de CARVALHO e Reginaldo Inojosa Carneiro CAMPELLO
Universidade de Pernambuco - UPE & Centro de Estudos em Antropologia Forense (CEAF/UPE)

A obliteração das suturas cranianas compõe um dos métodos mais populares para estimativa de idade à morte em indivíduos. Via de regra, quanto mais jovem o indivíduo, mais visíveis as suturas. A sutura metópica normalmente se oblitera aos 6 anos de idade, mantêm-se em alguns indivíduos durante toda a vida. O presente trabalho tem como objetivo descrever casos em que a sutura metópica estava presente e visível ao exame macroscópico de crânios de esqueletos adultos pertencentes à Coleção de Esqueletos identificados do Século 21, do Centro de Estudos em Antropologia Forense (CEAF) da Faculdade de Odontologia da Universidade de Pernambuco (FOP/UPE). Foram localizados, examinados e fotografados 08 (oito) crânios de indivíduos adultos, sendo 04 (quatro) femininos e 04 (quatro) masculinos, com idades variando de 43 a 93 anos, apresentando sutura metópica sem sinais de sinostose ou com sinostose incompleta. Esse achado chama a atenção para o fato de que a utilização das suturas cranianas como único parâmetro para a estimativa de idade pelo Odonto-legista pode levar erros, motivo pelo qual este deve se cercar de todas as precauções e utilizar outros métodos concomitantes, a fim de se estimar o padrão etário desejado. Palavras-chave: Identificação humana; Estimativa de idade; Antropologia Forense.

PERÍCIA DE IDENTIFICAÇÃO FACIAL FORENSE E SUA CONTRIBUIÇÃO NA ELUCIDAÇÃO DE CRIMES
Pôster
Apresentador:

Elaine Cristina do NASCIMENTO

Email:
Autores:
Elaine Cristina do NASCIMENTO, Alberth Fernando Nogueira BATISTA, Rubinara Suzelita Dória SANTANA, Rosane Pérez BALDASSSO, Nicole DAMASCENA e Suzana Papile Maciel CARVALHO
Faculdade de Odontologia da Universidade Tiradentes – UNIT & IML SSP/SE & IML - Feira de Santana & IML SSP BA & Departamento de Criminalística IGP - RS

A identificação facial forense faz parte da odontologia legal, e tem como finalidade a identificação de indivíduos envolvidos em acidentes ou situações criminais, como homicídios, pedofilia, falsificação de documentos, por meio da análise de imagens da face. A utilização de imagens na perícia tem aumentado nos últimos anos devido à massificação dos dispositivos legais de captura de imagens sociais, publicadas em ambientes virtuais. O odontolegista é o perito responsável pela realização de exames técnicos que determinam a perícia de identificação facial forense. Os métodos usados para o procedimento são: morfológicos, fotoantropométricos, holísticos e de superposição. Os elementos básicos para a realização da identificação facial são: contemporaneidade, incidência, contraste, resolução e iluminação, pois o êxito da perícia depende de um adequado acesso visual permitindo avaliar delimitações das regiões anatômicas. Para tanto, as imagens devem ter boa qualidade visual, permitindo análise de limites e estruturas faciais. O referente estudo objetivou mostrar a contribuição da Identificação Facial Forense para a elucidação de um caso envolvendo homicídio e falsidade ideológica, ocorrido no estado de Sergipe. A perícia realizada para confronto das imagens foi decisiva para a confirmação do suspeito, sua relação com os crimes e sua condenação e prisão. Conclui-se que os exames pericias de identificação facial forense podem contribuir para a investigação de crimes de séria repercussão, sendo, muitas vezes, a única prova pericial dentro desse processo.

PREVALÊNCIA DE TRAÇOS MORFOSCÓPICOS CRANIANOS INFORMATIVOS DE ANCESTRALIDADE NA ANATOMIA SLMANDIC
Pôster
Apresentador:

Mariana Corrêa Sampaio de NOVAES

Email:
Autores:
Mariana Corrêa Sampaio de NOVAES, Pedro Viel GOGOLLA, Leandro Henrique GRECCO e Paulo MIAMOTO
Faculdade São Leopoldo Mandic

A análise antropológica forense visa apoiar a identificação humana post-mortem. A estimativa da ancestralidade é um pilar do perfil antropológico, e pode ser estimada por métodos não métricos baseados na presença e aspecto de traços morfoscópicos informativos. Porém, para a aplicação do método numa população, antes seu padrão de variação anatômica deve ser conhecido. O objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de traços morfoscópicos categóricos na coleção de crânios do Laboratório de Anatomia da Faculdade São Leopoldo Mandic. Foram examinados 131 crânios adultos, sendo 46 femininos, 83 masculinos e 2 de sexo indeterminado. Predominantemente, a espinha nasal anterior apresentou aspecto intermediário (47,3%) ou desenvolvido (33,6%); a largura interorbital era estreita (48,9%) ou intermediária (41,2%); o tubérculo malar inferior tinha aspecto vestigial (49,6%) ou discreto (32,1%); o tubérculo zigomático posterior mostrou-se menor que 4mm (52,7%) ou entre 4mm a 6mm (32,1%). A depressão pós-bregmática era presente em 32,1% e ausente em 67,2%. Na estimativa de ancestralidade na miscigenada população brasileira, a divisão clássica tripartite carece de eficácia prática. Logo, sua caracterização a partir de abordagens morfoscópicas não métricas poderá subsidiar estudos futuros adaptados à realidade nacional.

PREVALÊNCIA DO TRAUMA NA COLEÇÃO DE CRÂNIOS DO LABORATÓRIO DE ANATOMIA SLMANDIC
Pôster
Apresentador:

Mariana Corrêa Sampaio de NOVAES

Email:
Autores:
Mariana Corrêa Sampaio de NOVAES, Pedro Viel GOGOLLA, Leandro Henrique GRECCO e Paulo MIAMOTO
Faculdade São Leopoldo Mandic

A análise antropológica forense do trauma pode contribuir para a investigação da circunstância de uma morte. As coleções ósseas com espécimes representativos são instrumentos importantes de capacitação profissional. O objetivo deste trabalho foi descrever a prevalência de trauma na coleção de crânios do Laboratório de Anatomia da Faculdade São Leopoldo Mandic. Foram examinados 131 crânios adultos, sendo 46 femininos (f), 83 masculinos (m) e 2 de sexo indeterminado (i). A prevalência de trauma foi de 13,7% (n=18; m=14/77,8%; f=4/22,2%), e os tipos de fratura variaram entre simples (11,1%), cominutiva (16,7%), compressão (5,6%), depressão em crânio (11,1%) e outros (50%). A característica do trauma variou entre contuso (38,9%), pérfuroinciso/cortocontundente (27,8%), pérfurocontundente/entrada (27,8%), pérfurocontundente/saída (16,7%) e fraturas radiais (5,6%). Em relação ao aspecto temporal, verificou-se danos antemortem (11,1%), perimortem (66,7%) e post-mortem (22,2%). O treinamento antropológico em trauma é crucial, visto que lesões evidentes em tecido mole nem sempre o são ao exame osteológico. Assim, a constituição da coleção de crânios da SLMANDIC representa um passo importante na melhoria do treinamento de recursos humanos em Odontologia Legal e Medicina Legal, tanto em graduação como pós-graduação.

TECNOLOGIAS APLICADAS Á RECONSTRUÇÃO FACIAL FORENSE
Pôster
Apresentador:

Fernanda EMIDIO

Email:
Autores:
Fernanda EMIDIO
IGP - SC

INTRODUÇÃO: Verificar tecnologias aplicadas em reconstrução facial forense. OBJETIVOS: Conhecer as tecnologias aplicadas pra realizar reconstrução facial forense. DESENVOLVIMENTO: Algumas técnicas utilizadas: tomografia computadorizada, fotogrametria, modelagem baseada em imagens e scanners 3D (MORAES; MIAMOTO, 2015). A tomografia computadorizada gera sequêncial de arquivos de imagens com
dados do paciente e a distância dos cortes. (MORAES; MIAMOTO, 2015). A fotogrametria: é preciso que as fotos sejam com boa resolução, imagens devem ter um padrão de seqüencial. As imagens alimentam programa e inicia reconstrução facial forense. Geralmente usa-se imagens de frente e de lado, mas nesse caso pode-se utilizar como complemento de precisão de fotografias tiradas por cima e por baixo” (MORAES; MIAMOTO, 2015, p. 55-56). Primeiramente, o software precisa receber imagens do crânio (base da reconstrução), Logo, o programa procede da inserção e modelagem dos músculos. Em seguida ele procede da leitura dos pontos craniométricos e faz a inserção de estruturas como tecidos moles. Gradualmente vão sendo inseridas novas camadas até que se alcance a pele e demais características. Fonte: Lee et al (2015, p. 574). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Verificou-se técnicas possíveis de revelar a face de uma ossada.

TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO DO SEXO ATRAVÉS DO CRÂNIO: REVISÃO DE LITERATURA
Pôster
Apresentador:

João Vitor Da SILVA

Email:
Autores:
João Vitor Da SILVA, Marina Ferreira MAGALHÃES, Flávia Hermínia Oliveira Souza SOCORRO, Erasmo de ALMEIDA JR e Luiz Carlos Cavalcante GALVÃO
Universidade Tiradentes – UNIT

A identificação humana post mortem é uma das grandes áreas de estudo e de pesquisa da Antropologia Forense, sobretudo em cadáveres carbonizados ou putrefeitos, no esqueleto, em conjunto de ossos ou em um osso isolado, que não possibilitam o reconhecimento fisionômico das vítimas ou a determinação das suas impressões digitais. Pode-se afirmar que os ossos da pelve seguidos dos ossos do crânio são os que apresentam caracteres qualitativos e quantitativos mais seguros para a determinação do sexo a que pertence uma determinada ossada. O objetivo do nosso trabalho é realizar uma revisão de literatura com relação a métodos qualitativos e quantitativos utilizando-se crânios de adultos. Com relação aos métodos qualitativos, também chamados morfológicos, são os mais utilizados na literatura. Algumas características podem ser levadas em consideração no sexo masculino como: fronte inclinada para trás, arcos superciliares pronunciados, glabela saliente, arcos zigomáticos robustos, processo mastoide bem desenvolvido, palato largo e em forma de U, ausência de bossas frontais e parietais. Com relação à mandíbula as mesmas apresentam os côndilos robustos e região mentual quadrangular. Temos que levar em conta que alterações climáticas, geográficas, alimentos e costumes interferem nos aspectos morfológicos. Nos métodos quantitativos são utilizadas medidas entre pontos pré-estabelecidos, que proporcionam critérios mais seguros na questão do diagnóstico do sexo. Esperamos que mais pesquisas sejam realizadas em amostras brasileiras para se evitar alguns dos inconvenientes apresentados pelas amostras estrangeiras resultante de fatores tais como: clima, alimentação, condição socioeconômica e qualidade de vida, que poderão possivelmente interferir no diagnóstico.

TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO DO SEXO ATRAVÉS DO ÚMERO E FÊMUR: REVISÃO DE LITERATURA
Pôster
Apresentador:

João Vitor Da SILVA

Email:
Autores:
João Vitor Da SILVA, Marina Ferreira MAGALHÃES, Flávia Hermínia Oliveira Souza SOCORRO, Erasmo de ALMEIDA JR e Luiz Carlos Cavalcante GALVÃO
Universidade Tiradentes – UNIT

A Antropologia Forense tem sido exaustivamente estudada em todo o mundo. Diversos autores estabeleceram métodos que permitem chegar à identificação humana de forma científica e padronizada e, estas técnicas, buscam identificar a espécie, o sexo, a idade, a estatura e o tipo racial. Identificação, por sua vez, é definida como sendo o processo pelo qual se determina a identidade de uma pessoa ou de um objeto. O objetivo do nosso trabalho é realizar uma revisão de literatura atualizada sobre a importância do úmero e do fêmur na estimativa do sexo. Na área da identificação humana existem métodos qualitativos ou morfológicos e métodos quantitativos, realizados através de medidas, utilizando-se pontos pré-estabelecidos. Com relação aos métodos qualitativos, normalmente os esqueletos de indivíduos femininos são mais gráceis e finos. Já o esqueleto masculino apresenta cristas de inserções musculares mais marcadas, os canais para passagem dos tendões são mais profundos, as articulações do fêmur e do úmero são mais grossas e as cavidades glenóides são mais profundas. Nos métodos quantitativos são utilizadas medidas entre pontos pré-estabelecidos, que proporcionam critérios mais seguros na questão do diagnóstico do sexo. Muitos autores têm contribuído de maneira clara e científica para a determinação do sexo através destes métodos. É importante se associar métodos qualitativos aos quantitativos. Esperamos que mais pesquisas sejam realizadas em amostras brasileiras para se evitar alguns dos inconvenientes apresentados pelas amostras estrangeiras resultante de fatores tais como: clima, alimentação, condição socioeconômica e qualidade de vida, que poderão possivelmente interferir no diagnóstico.

 

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